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CASA LOTÉRICA DE JAGUARÃO FONE 3261-5959

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Fim de Papo com Benito Di Paula em Jaguarão/RS

Fim de Papo com Benito Di Paula em Jaguarão/RS
Benito Di Paula chega à Jaguarão, dia 20/05 no Theatro Esperança, para uma apresentação emocionante em homenagem ao Dia das Mães, com a participação do filho Rodrigo Vellozo. Ele deixa em seu legado, mais de 35 discos gravados com mais de 45 milhões de cópias vendidas em todo o mundo e um arsenal de músicas que já foram regravadas por diversos cantores. Entre seus maiores sucessos destacam-se "Charlie Brown", "Mulher Brasileira", "Retalhos de Cetim", "Do Jeito Que A Vida Quer", "Ah, Como Eu Amei", entre outros. 🎫VALOR DOS INGRESSOS* Inteira: R$160,00 Meia-entrada : R$80,00 Ingresso solidário: R$ 100,00* (*Deverá ser entregue na hora do evento 1 litro de leite que será doado para a Santa casa ) 📍 PONTO DE VENDA Jaguarão: Tabacaria Prietsch Av. 27 de Janeiro, 609 | 53 3261-2781 **Os valores podem ser alterados sem aviso prévio. Apoio: Secult Jaguarão/RS Prefeitura de Jaguarão

Jaguarão; Totalmente restaurado, Theatro Esperança tem noite de reabertura nesta sexta

Presidente do Instituto Histórico e Geográfico, Eduardo Alvares de Souza Soares, falou na importância de a comunidade apropriar-se do espaço, recuperado com verba do PAC Cidades Históricas (Foto: Paulo Rossi - DP)

A arte volta a contar com mais um templo a partir desta sexta-feira, 13, no Sul do Brasil. Depois de um intervalo de quase seis anos de longos silêncios, o Theatro Esperança reabrirá as portas, nesta sexta-feira (12), em Jaguarão. Não só para dança, a música e o teatro. A construção, erguida no final do século 19, será devolvida à comunidade, que recebe o convite de se apropriar do espaço que já esteve no roteiro de companhias que se apresentavam no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Pelotas, antes de rumar para Montevideo, no Uruguai, e Buenos Aires, na Argentina.

A solenidade, com início agendado para as 19h, transforma-se na reinauguração da primeira de uma série de 11 ações previstas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas 2, em Jaguarão. O investimento de cerca de R$ 6 milhões encharca o local de vida, em restauração minuciosa. Do telhado ao piso. Da fachada aos camarins. Do forro de estuque às galerias. Da acessibilidade à infraestrutura de som e luz. É um cenário marcado por sentimento único: exaltação.

A expectativa é de que representantes do Ministério da Cultura, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do PAC, além de deputados e de prefeitos da região, participem da cerimônia. Os primeiros artistas a pisarem no palco são vinculados ao Espaço Cultural La Mancha e à Sociedade Independente Cultural (SIC), de Jaguarão. Na sequência, o público poderá conferir o espetáculo comandado por Shana Müller e Ângelo Franco. E, para encerrar a noite de festa, o show estará a cargo de Serginho Moah, da banda Papas da Língua.

Vetor de desenvolvimento. O momento é de entusiasmo - resume o prefeito Cláudio Martins (PT). E o motivo vai bem além do restauro entregue, oficialmente nesta sexta-feira à noite. “Tínhamos a convicção de fazer da valorização do patrimônio um vetor de desenvolvimento do município”. E os resultados têm aparecido. Em janeiro de 2011, a cidade recebeu o tombamento nacional de seu Conjunto Histórico e Paisagístico, em um inventário de mais de 800 imóveis. Foi o primeiro passo do processo que estava por vir: em agosto de 2013, Jaguarão figurou na lista seleta de apenas quatro cidades gaúchas que receberiam recursos do PAC Cidades Históricas 2.
A reabertura do Theatro Esperança, portanto, realimenta a mesma certeza: apostar na recuperação do patrimônio. E a combinação com localização geográfica, potencial histórico-cultural, convergência do turismo de compras e formação de um micropolo de ensino demonstra a decisão acertada. “Isso tudo junto vai dar um grande caldo”, descontrai o chefe do Executivo. “A decisão de investir nesta política de governo redesenha e prepara Jaguarão pro futuro”.

Como manter um calendário?
Um projeto a ser encaminhado, em breve, à Lei Rouanet - a lei federal de incentivo à cultura - torna-se uma das principais alternativas para movimentar o Esperança e garantir casa cheia. A proposta, que primeiro precisaria ser aprovada e depois contar com patrocinadores, viabilizaria a realização de mais de dez shows nacionais, com entrada franca à comunidade.

O incentivo à produção de artistas locais, claro, também está entre as prioridades. O primeiro edital para financiamento de projetos, através do Sistema Municipal de Cultura, deve ser publicado no primeiro semestre de 2016. O secretário Alencar Porto preferiu não falar em valores, já que a iniciativa ainda depende da avaliação do Orçamento na Câmara de Vereadores.

“Queremos que este equipamento cultural, maravilhoso, seja aproveitado pela população. Não queremos que o teatro seja um espaço para poucos”, voltou a repetir, como fizera em entrevista ao Diário Popular no mês de junho, quando a prefeitura se preparava para implementar novas adequações com vistas a obter liberação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI).

Ambiente histórico e multiuso
Engana-se quem pensa que todos os espetáculos que cruzaram pelo Theatro Esperança, em 117 anos de história, envolveram manifestações artísticas. Com o tablado móvel, o piso e as cadeiras da plateia, não raro, eram retirados e o ambiente se transformava em um grande picadeiro, com direito inclusive a touradas. Quem conta é o presidente do Instituto Histórico e Geográfico, o jornalista Eduardo Alvares de Souza Soares.

E a diversidade de usos está expressa na palavra Politheama, que ajuda a dar nome ao teatro que, ao longo do tempo, deixou de ter divisórias de madeira nos camarotes e ganhou fachada complementar, com criação de foyer. E o convite para entrar está logo na calçada. Um chamamento reforçado pelo escritor: “Que a população zele por essa casa, onde todas as formas de cultura são permitidas”, resume e viaja por música, teatro, drama, comédia, dança, ópera e Sinfônica. Uma trajetória que remete ao final do século 19.

A pedra fundamental foi lançada em 1887, mas a inauguração só foi ocorrer 11 anos depois. A falta de recursos e o contexto da Revolução Federalista levaram o construtor Martinho de Oliveira Braga a apelar à Justiça e o prédio acabou arrematado pelo grupo liderado por figuras, como Carlos Barbosa Gonçalves, Manoel Bernardino Vargas, Zeferino Lopes de Moura, Augusto César de Leivas e Satyro Marques. Formava-se, então, a Sociedade Theatro Politheama Esperança.

A inauguração, em 13 de janeiro de 1898, teve a presença da Companhia Lírica Italiana Cartocci; estreia que marcaria um ano repleto de apresentações. Só em 1898, 103 espetáculos passaram pelo Esperança que, entre os anos 1920 e 1930, iniciou a funcionar essencialmente como cinema. Característica que se manteve até a década de 60, quando inaugurou em Jaguarão o Cine Regente. O Esperança passava a sofrer um processo de esgotamento - conta o autor de 11 livros. E não esconde o orgulho, quando o assunto é a riqueza arquitetônica da cidade: “Somos a Ouro Preto do Sul”.

E a reinauguração agora, em 2015, vira símbolo de uma nova fase. É o antigo, revigorado, com a mesma qualidade acústica que o tornou reconhecido em diferentes cantos do país.

Reinauguração do Esperança
Quando: nesta sexta-feira
Horário: A partir das 19h - entram os convidados: autoridades e representantes de entidades e setores da sociedade
19h30min: as portas serão abertas à população em geral
Atrações: Artistas locais ligados ao Espaço Cultural La Mancha e à Sociedade Independente Cultural
Shana Müller e Ângelo Franco
Serginho Moah, da banda Papas da Língua
Entrada: franca

Fonte: Diário Popular